Quem sou eu
- SCAMBIO filosofico & gastronomico
- Scambio em italiano quer dizer troca. Eu,ou melhor,Martina,estou aqui, junto com minha amiga Pollena para trocar. Uma espécie de permuta de ideias entre duas brasileiras que atualmente vivem na Itália e que fazem deste blog um ponto de encontro.Amigos especiais estao convidados a SCAMBIAR conosco. O que acha Pollena?Nada melhor que:CONVERSAR,COMER e COZINHAR.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Amigo B.Bras
Que tal viver uma vida conectado com o belo?
Ouvir o tilintar dos talheres batendo nos pratos de pasta ao sugo.
O chiar da agua fervendo na chaleira prata em cima do fogao a lenha.
O odor do limao siciliano ao ser cortado em cima da bancada de marmore branco da casa de pedra.
Vamos mudar o olhar diante das coisas.
Viver em um ambiente mais favoravel.
Mudar a energia do ambiente quando o mesmo te incomoda.
Ou quem sabe viver um personagem?
O que voce me diz de tudo isso Pollena? Viver um outro personagem?
Parece o inicio de uma conversa que tivemos ha alguns dias atras......
Martina.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Cara Martina
Cara Martina.
Conforme convite, aqui estou eu. Fiquei pensando como e por que poderia participar dessas conversas..... ao ler seu primeiro "post" descobri que também tenho algumas coisas para acrescentar.
Viver em São Paulo, não é a coisa mais legal do mundo, isso se o seu mundo for São Paulo. A cada dia que passa, estou mais convicto que é você que cria o mundo a sua volta e se quiser, pode sofrer interferências dos outros mundos que nos rodeiam. Eu vivo aqui, e não gosto. Mas também não quero elencar os motivos. Não gosto e pronto!!!!!! Quem sabe eu queria viver ai, mas como não é fato (é apenas pensamento) não escrevo sobre isso. Independente de qualquer coisa, também eu sou responsável pelo ambiente onde vivo, pelas pessoas com quem convivo e com aquelas que ainda virão.
O segredo de tudo? Simples: a vida cansa, a rotina nos mata..... por isso, sair um pouco para tomar um ar, é sempre bom. Esse "ar" pode ser um trabalho, uma viagem, um livro......até um sorvete.
Enfim, seja responsáveis pelos seus pensamentos, pelos seus atos e seus desejos.
Sobre o convite que fez a Pollena, sobre o jantar, eu aceito!
Com saudade
B. Brás
Conforme convite, aqui estou eu. Fiquei pensando como e por que poderia participar dessas conversas..... ao ler seu primeiro "post" descobri que também tenho algumas coisas para acrescentar.
Viver em São Paulo, não é a coisa mais legal do mundo, isso se o seu mundo for São Paulo. A cada dia que passa, estou mais convicto que é você que cria o mundo a sua volta e se quiser, pode sofrer interferências dos outros mundos que nos rodeiam. Eu vivo aqui, e não gosto. Mas também não quero elencar os motivos. Não gosto e pronto!!!!!! Quem sabe eu queria viver ai, mas como não é fato (é apenas pensamento) não escrevo sobre isso. Independente de qualquer coisa, também eu sou responsável pelo ambiente onde vivo, pelas pessoas com quem convivo e com aquelas que ainda virão.
O segredo de tudo? Simples: a vida cansa, a rotina nos mata..... por isso, sair um pouco para tomar um ar, é sempre bom. Esse "ar" pode ser um trabalho, uma viagem, um livro......até um sorvete.
Enfim, seja responsáveis pelos seus pensamentos, pelos seus atos e seus desejos.
Sobre o convite que fez a Pollena, sobre o jantar, eu aceito!
Com saudade
B. Brás
Gli Strufolli!
Deixo uma foto dos chamados STRUFOLLI, um doce típico napolitano desta época de festas. Os da foto eu ganhei da minha vizinha. O doce é feito de bolinhas de massa (farinha, ovo, banha e açúcar) frita, envoltas em mel, com frutas cristalizadas e confeitos.
Os italianos são habituados a ligar determinados alimentos com diferentes datas comemorativas. Uma forma colorida de começar um ano novo, não?
Os italianos são habituados a ligar determinados alimentos com diferentes datas comemorativas. Uma forma colorida de começar um ano novo, não?
Pollena
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Convite aceito!
Oi Martina! Obrigada pelo convite! Vai ser um prazer jantar na tua casa!
Sabe, tenho uma coisa prá te dizer em relação ao post anterior, sobre a alimentação.
Eu bem que havia reparado, já nas primeiras vezes que nos vimos, que você tinha muito cuidado com a alimentação, principalmente em relação à quantidade de calorias dos alimentos. Não estou errada, não é? Prova desse cuidado, era a ausência total de gorduras localizadas! (toda mulher repara isso na outra rssrsrrs).
Você disse que ganhou dois quilos depois que trocou de endereço para a Itália.
Normal, nada mais do que o normal.
Até porque a natureza humana é cruel com o passar dos anos. Já viu alguém diminuir o peso naturalmente com o passar do tempo? Isso é científico.
Vivemos na época do hiper, em que devemos ser 100% saudáveis, nem que para isso seja preciso deixar de comer. É 8 ou 80.
Martina, quem vai reclamar dos teus dois quilos a mais? Acho que até o teu marido gosta mais de você assim!
Precisamos abandonar os extremismos. São eles que nos fazem mal.
Comer seis marschmellows cobertos por chocolate de uma só vez... E daí?
Privar-se de pequenos prazeres como esse significa privar-se de tantas outras pequenas coisas da vida.
A consciência deve pesar por outras coisas. E quando fazemos o bem, ela fica levinha, levinha...
Pollena
Comer seis marschmellows cobertos por chocolate de uma só vez... E daí?
Privar-se de pequenos prazeres como esse significa privar-se de tantas outras pequenas coisas da vida.
A consciência deve pesar por outras coisas. E quando fazemos o bem, ela fica levinha, levinha...
Pollena
sábado, 1 de janeiro de 2011
O alimento e a emoção
Ate que ponto o alimento ingerido é totalmente responsável pelas toxinas liberadas em nosso organismo?
De que vale uma pessoa que consome seis porções diárias de legumes ou frutas, uma vez que a mesma esta sempre estressada, liberando assim as toxinas nocivas ao organismo através de emoções negativas?
Ontem não estava legal. Tinha dores de cabeça, no pescoço e mal estar.
Passei no mercado e comprei uma caixa de marshmellows cobertos por chocolate. Comi exatamente as seis unidades de uma só vez.
Na caixa do produto dizia que tinha 0% de gordura trans, mas a porcentagem de gordura saturada era de 10 %.
Após a ingestão da caixa toda não pude deixar de perceber a sensação benéfica após aquele ato.
Será que esta minha sensação de felicidade e bem estar após ter ingerido o produto possa ter mascarado possíveis substancias tóxicas contidas naquele marshmellow?
Hoje, não considero um cidadão saudável aquele que apenas ingere alimentos saudáveis, pois muitos deles morrem de enfarto aos 55 anos por causa do strees no trânsito.
Penso que a alimentação não esteja relacionada somente a ingestão de alimentos e sim de bons pensamentos.
Desejo-te um prato de brócolis e muita risada.
Se conseguir, coma o brócolis, rindo.
BUON APPETITO!
Que tal jantar um dia desses aqui em casa, Pollena?
Uma viagem a Sardenha.
É um prazer trocar experiencias, afeto e risadas com voce.
A proposito, estive na Sardenha ha 2 anos atrás, mais precisamente na cidade de Elmas.Voce conhece esta bela ilha?
Na Sardenha, os habitantes cultivam árvores de limão em frente às suas casas. A maioria delas tem portões baixos e os habitantes têm o hábito de separar o lixo.
Na verdade, a reciclagemde lixo é lei naquela ilha.
Não usava relógio na Sardenha, me localizava pelo sino da igreja. Todos os dias às 17 horas podia ouvi-lo de casa.Em todas as janelas das casas da Sardenha, é possível encontrar roupas penduradas no varal esperando que o sol apareça.
Parece que todos os pássaros do mundo vivem lá. É possível ouvi-los em tempo integral.Lá, a água do mar é mais azul e as flores são mais coloridas. Não duvido que na cidade de São Paulo exista tudo isso, mas nunca temos tempo para observar.
Na Sardenha não existe o hábito de tanto consumismo como em São Paulo.
Parece que as pessoas não ganham muito dinheiro por lá. Com o pouco que ganham conseguem viver com qualidade de vida.
Pensando desta maneira, imagino que a qualidade de vida possa estar diretamente relacionada ao consumismo. Será?
Quero dizer que, quanto maior o consumo, menor qualidade de vida. Será?
O consumismo desenfreado que existe em São Paulo nos tornam pessoas sempre ocupadas, pois precisamos sempre trabalhar mais, para que possamos ganhar mais, para comprar determinados objetos que até então parecem ser indispensáveis para nossa sobrevivência.Ainda mais porque o vizinho ou o parente proximo já compraram um daqueles da melhor marca.
Lá na Sardenha vive-se bem com pouco.
Penso que “nossa felicidade não deva estar ligada à quantidade de posses ou objetos que possuímos”. Frase chavão? Será? Quantas vezes nós a ouvimos durante toda nossa vida? O problema é que não queremos nem pensar em colocar em prática esta teoria.
O anúncio de TV assim como as propagandas de rua e rádio nos condicionam a ter um determinado estilo de vida que às vezes nem escolhemos. Um tipo de vida voltado ao consumismo onde nossos pensamentos nos direcionam ao ato de comprar e ter sem ao menos saber se realmente necessitamos.
Para mim, a felicidade esta relacionada ao dinheiro que ganhamos em um trabalho que nos dá prazer. Este trabalho nos permite total qualidade de vida, pois através dele temos tempo necessário para dar uma volta no Ibirapuera com os amigos assim como comer um pão de padaria com manteiga no final da tarde.
Ainda hoje uma amiga brasileira postou em seu facebook” É ótimo (e um privilegio), trabalhar com aquilo q se ama. Condordo. Mas daí vc colocar o seu trabalho na frente de tudo e só se sentir realizado(a) trabalhando? Acho q tem alguma coisa errada..."
Acredito também no poder da doação. Tenho certeza que receberei
tudo em dobro no momento em que mais precisar.
Nao sei onde esta escrito que qualidade de vida e ter uma tv de plasma assim como um BMW na garagem.Eu so quero o meu pao com manteiga e a sua amizade.
Martina.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Ok, você venceu, Martina!
Bom, como vocês viram, Martina é essa doce pessoa que escreveu o post anterior. Eu relutei muito em participar de tudo isso (deste blog), porque por mais que ela me diga que somos iguais, devo dizer que nossas vidas tomaram um rumo bastante diferente.
Martina tem uma linda visão romântica de tudo que está vivendo neste momento. Afinal, não é para menos, pois trocou o tufão que era sua vida em São Paulo , por uma brisa calma dos mares do sul da Itália.
Eu, ao contrário, depois de quase 4 anos (somando idas e vindas), já estou em outra. Ainda vivo em terras italianas, mas o meu pé (esticando bem), já está quase tocando a terra brasilis. (Hei, em abril estou aí!)
Outra coisa que me difere de Martina neste momento: ela quer falar de si, da fábula que escolheu. Quer mostrar os seus sentimentos, talvez para reforçar para si mesma que este foi, sim, o melhor caminho que traçou para a sua vida.
Já, eu, não quero expor o meu EU mais puro aqui (apesar de ter certeza que todos os nossos atos deixam transparecer quem somos). Quando digo puro, me refiro aquele EU que revelamos para poucas pessoas (uma delas, no meu caso, a própria Martina).
Sei que os blogs de sucesso falam aquilo que as pessoas querem e precisam ouvir. Afinal, vivemos em um mundo de solidão, em que é mais fácil encontrar um semelhante na rede do que na esquina de casa.
Não estou dizendo que isso é negativo, pelo contrário! A internet intensifica as relações sociais.
No momento, é dessa maneira (virtual) que me encontro com Martina. Apesar de termos nos visto pela primeira vez de forma presencial, é através do MSN que agora estamos coligadas.
(Inclusive Martina, volta e meia, dá uma de psicóloga virtual, tentando me tirar dos momentos escuros).
Ops! Falei algo íntimo! Não, disso eu não quero falar.
Aliás, eu não sei ainda sobre o que quero falar aqui. Já deixei isso claro para a Martina. Mas ela não deu a mínima e insistiu para eu estar aqui com ela.
Então, Martina, me quer ainda por aqui?
Pollena
Pollena
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